Latest Entries »

Só casca.

Tronco vazio, carne sem alma. Sem vento, sem movimento. Transparência, incerteza, eco infinito. Estou… só casca.

Fenda ferida, espaço, buraco. Leito, peito e conceito vazios. Guerra de folhas, avalanche de plumas, sem força, sem peso, só casca.

Sem fome, sem sede, sem voz. A inércia, o inverso do avesso, só casca.

Sem crise, sem começo, sem meio…

Instrumento sem corda, pincel sem tinta, texto sem sentido:

Só casca.

Anúncios

http://www.topblog.com.br/2011/index.php?pg=busca&c_b=33100245

Quem visitar Salvador fatalmente experimentará o Rio Vermelho. Bairro boêmio da cidade, aqui tribos diversas convivem pacificamente, as opções vão de hotéis cinco estrelas ao Mercado do Peixe, passando pelo largo de Dinha, local privilegiado onde se pode degustar as iguarias da terra, praticar azaração ao gosto do freguês, sorver umas geladinhas, e jogar muita conversa fora. Diferentemente do Pelourinho, que a maioria dos soteropolitanos, principalmente os mais metidos a besta, vê com preconceito e como espaço prioritário para turistas, o Rio Vermelho é um “xodó” da Roma Negra, o sentimento de pertencimento do bairro é constantemente expresso, de diferentes formas, por todas as classes e castas locais. Mas as verdadeiras pérolas do Rio Vermelho não são tão visíveis assim, freqüentar o território é uma coisa, viver no Rio Vermelho é uma experiência incomum. Cada pedaço do Rio Vermelho tem lá suas manias, cada subespaço tem vida própria, quem mora aqui sabe disso, os vizinhos agradavelmente bisbilhoteiros e os botequins que ainda vendem fiado nas cadernetas dão cores especiais à convivência comunitária, não é novidade para os residentes a troca de feriadões em beiras de praia pela presença nos botecos das suas ruas, a terapia de grupo está sempre assegurada, evidentemente movida pelo consumo generoso de estimulantes etílicos. Quando me referi às pérolas do Rio Vermelho, quis dizer as indefectíveis “visgueiras” que freqüentamos, mais exatamente os personagens que compõem o cenário desses lugares, os biriteiros inveterados e os donos dos botecos, além dos coadjuvantes passageiros, que uma vez inoculados pelo ambiente, terminam virando clientes cativos. Vou tratar aqui da preciosidade conhecida como BAR DE BAHIA, exemplo de sucesso empresarial, e ao mesmo tempo emblema da contradição às modernas teorias organizacionais vigentes. Bahia, o proprietário, cuja alcunha decorre do fato de ser um fervoroso torcedor do Tricolor de Aço, é uma figuraça: negro, estatura mediana, já não tão jovem, pescoço cheio de correntes de prata, humores nem sempre agradáveis, linguajar nada discreto, paciência quase nenhuma, empresário com suas próprias regras de administração, e adepto da filosofia que quem tem razão é sempre o dono do negócio, quase nunca o cliente. Para os freqüentadores mais chegados a relação extrapola o vínculo comercial, Bahia é um amigo leal em todas as horas, mesmo quando o amigo cliente é um torcedor do Vitoria, como eu e o Professor Alberto, o mais rubro-negro dos rubro-negros que conheço nesta cidade. Freqüentam o boteco consumidores de todos os matizes, gente de diversos credos, etnias e faixas etárias, funcionários públicos, comerciários, profissionais liberais, artistas, publicitários, aposentados, empresários, operários, desocupados, e por aí vai, além de garotos que pedem água a “Seu” Bahia no retorno das escolas, e um doido varrido, Del, que vive pedindo dinheiro nos semáforos próximos, e depois vai ao boteco saborear sua pinga, ao tempo em que canta suas criações em falsetes na linha dos Bee Gees, divertindo a galera e dando sua modestíssima contribuição ao faturamento do bar. Independentemente das eternas contendas clubísticas entre torcedores rivais do Leão da Barra e do Tricolor de Aço, o boteco freqüentemente é palco para discussões políticas e filosóficas, registrando confrontos épicos entre conservadores e liberais, fernandistas/serristas e lulistas/dilmistas, carlistas e anticarlistas, axezeiros e mpbistas/roqueiros, tudo com paixões exacerbadas, porém sempre com respeito mútuo, no final entre mortos e feridos salvam-se todos, e, como se diz por aqui, a amizade continua, que é mesmo o que vale quando chega o fim da farra. O boteco pode também ser considerado um centro cultural pop-brega-surreal. Tem a presença dos “poetas” de plantão, que não podem ouvir palavras oxítonas proferidas por desavisados, sem concluir com uma rima desconfortável, em geral atingindo a integridade sexual da vítima da vez. Tem os clientes sósias de celebridades mundiais, representados por Geovani, que virou o camarada Boris Yeltsin na descoberta de Toinho Espinheira, Emanuel, o nosso eterno Anthony Quinn, e até por mim, que durante o governo Bush fui taxado por Geovani, sob meus protestos, de Colin Powell, o xerife americano que garantiu a existência de armas químicas no Iraque, para justificar a invasão que deu no que deu. No boteco tem agregada uma baiana de acarajé à feição das antigas, daquelas que adoram falar sacanagens, e também funciona uma locadora de vídeos, se é que se pode assim chamar uma caixa de plástico repleta de títulos, onde os depósitos e retiradas de DVDs ocorrem gratuitamente, ao bel- prazer dos clientes, sem nenhuma interferência de terceiros, muito menos do dono. Aos domingos sempre aparecem panelas com rangos de dar água na boca, experimentos gastronômicos de alguns “chefs” de ocasião, ou vasilhames com tira-gostos nas mãos de algum cliente bem-aventurado, já que no bar não são servidos acepipes, segundo o dono “porque ele não é mulher para ficar ali cozinhando prá homem.” Esse é o Bar de Bahia, programa imperdível tanto para quem, como eu, conhece o cara há mais de vinte anos, e também para recém-chegados que não se importem com etiquetas, bons modos e frescuras que tais, e estejam somente a fim de tomar, quer dizer, beber umas, conhecer gente, e, como já mencionado anteriormente, jogar uma boa conversa fora. Assim, desejo sorte a você que está lendo este texto e pretende circular pelo Rio Vermelho, e que Olorum te ajude a achar o boteco, se você for merecedor ou merecedora de tal ocorrência. O endereço não dou, não quero provocar superlotação, além do que encontrar o Boteco de Bahia é um desígnio dos orixás, e não sou eu que vou me arriscar a meter o bedelho nessa história. Portanto, dá licença, que já é hora de bater o ponto. Novembro 2010 Dilton Machado

Alma Samurai

Vamos voltando aos poucos queridos (as, oas, aos)!!

Depois de vermos as imagens estarrecedoras da catástrofe que demoliu o Japão, ao mesmo tempo tivemos a oportunidade de comtemplar a fortaleza intransponível que continua soberana na alma dos Samurais. É muito inspiradora a forma oriental de lidar com todos os tipos de problemas. Com paciência, serenidade, respeito mútuo e muita dedicação eles avançam sobre qualquer obstáculo.

Seriam muito diferentes de nós Brasileiros? Talvez, principalmente no quesito “Respeito” – vide as últimas tragédias que acometeram nosso país, onde sempre era flagrado algum Rato sem rabo desviando donativos dos desabrigados. Isso no Japão –  SIMPLESMENTE IMPOSSÍVEL!!! 

Por outro lado, tentemos um outro olhar. Para sintetizar: quantas pessoas vivem abaixo da linha da miséria em nosso país e agem diáriamente com extrema integridade?  Os Samurais do facão e da enxada, que com uso diferente das espadas, mas que em boas mãos, também defendem a vida.

Tem gente que realmente tem MUITA TITIRIRICA NA CABEÇA!!

Aooonde…

Tentaram colocar a Onda Verde pra segurar o furacão Vemelho…o tempo fechou lá na Serra!

Aonde…

Quero vê é prisidente diminuir os salaro máximu…

Aonde…

Muié num sabe dirigi nem um carro…vai dirigi um país?

Aonde…

Meus queridos, essa é uma breve, mas não menos curiosa, estória sobre uma pobre rosquinha..rs

Sempre realizamos um pequeno workshop de 08hs em várias cidades do país, onde, para os rápidos intervalos da manhã e tarde, servimos um petisco só pra aquecer a mandíbula. Em certa cidade, o local onde ocorreu o bendito o workshop teve problemas com estes petiscos e a reclamação foi geral. Vendo que tal fato causou comoção, inclusive para vários comentários internos na empresa, decidi sair em defesa das rosquinhas, que sempre foram muito minhas amigas…rss. Tô falando das que são de comer…digo…éé…hiiii…já era me compliquei…humm

Lá vem aquela rosquinha,

Redonda e gordinha,

Virando tema de pauta,

Para uma reuniãozinha.

O nome dela é Gameleira,

Se não tá na barriga,

Sorrindo leva a formiga,

Em cima da geladeira,

Olhe que surpresa,

Nossa amiga enfrentou,

Quando exposta ficou,

Em cima de dita mesa,

Em um evento se apresentou,

Durante a manhã foi querida,

À tarde ninguém tocou,

Foi totalmente esquecida,

O auge da sua circunferência,

Foi no workshop,

Ainda bem que não foi Conferência,

Pois deu logo falatório,

E sem perder tempo, caiu no relatório,

Por pura falta de experiência.